domingo, 8 de novembro de 2015

Helen Frankenthaler e Vera Sidhwa




Helen Frankenthaler, Barometer, 1992.

Helen Frankenthaler (12-12-1928 / 27-12-2011) é uma artista estado-unidense de ascendência judaica. Começou a sua carreira durante o Expressionismo Abstrato, que acabou por desembocar no movimento do Color Field Painting. As suas obras são conhecidas pelas formas fluídas, pelas massas abstratas e por "gestos líricos". Frankenthaler inventou a técnica de soak stain, que consistia no derrame de tinta diluída em terebentina sobre uma tela sem preparação [normalmente, o tecido é coberto com uma substância como gesso, para fazer aderir a pintura]. Mais tarde, Frakenthaler concentrou-se na técnica da xilogravura.

"Mist"
The misty morning,
Gave me no warning,
As I couldn't see through it.

This misty morning,
Lead me through more mist,
As I walked through it,
Not looking at anything much.

The mist led me to think mysterious,
Perhaps something scary,
Something so serious,
Maybe yet something romantic.

In the white and wet mist.
In the white and wet mist.

I sometimes conjectured,
Whether the mist and I were friends.

It seemed we walked hand in hand,
I was happy,
As long as the mist was at hand.

Vera Sidhwa é uma poetisa estado-unidense, da Costa Oeste.

Relação entre o poema e a obra
O barómetro é um instrumento científico usado na meteorologia para medir a pressão atmosférica. Assim, a sua função principal é prever as mudanças no clima em curto prazo.

"Mist" (traduzido por "névoa") é um fenómeno causado por pequenas gotículas de água em suspensão no ar. Simbolicamente, "mist" pode representar o mistério ("The mist led me to think mysterious"), o perigo ("Perhaps something scary"), a incerteza (a falta de clareza) e o isolamento. Ou seja, podemos dizer que, simbolicamente, a névoa torna a visão/o pensamento pouco claros. 

Na obra Barometer, o único corpo presente é o da artista. Isto é evidenciado tanto pelas marcas deixadas pelo pincel e como pelo empolamento da tinta. O estilo abstrato impede-nos de "distinguir qualquer elemento figurativo, o que propicia um paralelismo com o poema, onde a névoa também impede o sujeito poético de "ver as coisas claramente". Dado o título escolhido por Frankenthaler, é possível dizer que esta obra insinua que vai ocorrer uma transformação. Neste quadro, porém, permanece a dúvida se tal ocorrerá e que tipo de mudança será. No poema, insinua-se que é uma mudança positiva ("I sometimes conjectured,/Whether the mist and I were friends./(...)/I was happy,/As long as the mist was at hand.")


Bibliografia

http://www.frankenthalerfoundation.org
http://www.theartstory.org
http://www.poemhunter.com
http://www.rcn27.dial.pipex.com/cloudsrus/mistnfog.html  

Matilde Gouveia, n.º 52418

sábado, 7 de novembro de 2015

Mark Rothko e Nathanile Hawthorne


Mark Rothko, No. 61 (Rust and Blue) [Brown Blue, Brown on Blue], 1953   
The Museum of Contemporary Art, Los Angeles


"The Ocean", Nathaniel Hawthorne

The Ocean has its silent caves,
Deep, quiet, and alone;
Though there be fury on the waves,
Beneath them there is none.
The awful spirits of the deep
Hold their communion there;
And there are those for whom we weep,
The young, the bright, the fair.

Calmly the wearied seamen rest
Beneath their own blue sea.
The ocean solitudes are blest,
For there is purity.
The earth has guilt, the earth has care,
Unquiet are its graves;
But peaceful sleep is ever there,
Beneath the dark blue waves.

The Mariner's Library or Voyager's Companion (1833)


Mark Rothko (1903-1970) foi um pintor russo de ascendência judaica que viveu a maior parte da sua vida nos E.U.A. Esteve a maior parte da sua vida associado ao movimento do  “Expressionismo Abstracto” e, dentro deste, ao “Color Field Painting”, apesar de o artista não se identificar com estas etiquetas.
A sua época mais prolífera abrange desde o final da década de 1940 até à sua morte em 1970, com as famosas “multiform paintings”. Estas pinturas de óleo sobre tela são ricas em cores e têm normalmente formas rectangulares horizontais. São chamadas “organismos vivos” por Rothko devido às suas supostas componentes espirituais e transcendentais. Os quadros eram (e são) mais vistos como experiências emocionais e meditativas do que num sentido técnico, decorativo ou formalista. São pinturas que funcionam como entradas para mundos com vida própria e particularidades trans-dimensionais. Várias das técnicas usadas para gerar este tipo de efeitos nos espectadores advêm do “Color Field Painting”: sobreposição de cores (que consequentemente sugerem múltiplas formas) e a fluidez e relação entre estas. Outros artistas (como Clyfford Still ou Barnett Newman) também adoptaram este estilo, mas nenhum chegou ao nível excepcional de Rothko.
A tendência ao isolamento acentuou-se nos seus últimos anos de vida, em que transpareceu na sua obra uma crescente melancolia, a partir dos seus cada vez mais trágicos “Dark Paintings”. Efectivamente, o artista acabaria por se suicidar em 1970.
A sua influência é imensa no mundo da arte ainda hoje em dia, sendo considerado um dos maiores e melhores pintores americanos do pós-guerra.

Nathaniel Hawthorne (1804-1864) foi um escritor estado-unidense mais conhecido por estar ligado ao movimento literário conhecido como “Dark Romanticism”.
Escreveu alguns romances, entres eles The Scarlet Letter, muitos contos, e poucos poemas. Henry James e Herman Melville estão entre os seus apreciadores, sendo que o ultimo lhe dedicou Moby Dick.

Relação entre os dois textos
A primeira sensação que tive ao ver o quadro foi a de um oceano imenso. As cores estão todas interligadas, definindo-se mutuamente, dando fluidez e movimento à pintura. As cores são inúmeras mas as mais evidentes são o vermelho-acastanhado escuro em cima (secção maior da pintura), o azul claro no meio (secção menor) e cinzento-azulado em baixo. O quadro está também delimitado por uma linha azul escura circundante. Todas estas características dão ao espectador uma sensação de imersão, mergulho e meditação.  A reflexão sobre a posição relativa das cores serviu para fortalecer a minha primeira impressão — o quadro evoca o mar/oceano.
O vermelho acastanhado faz lembrar uma violência/destruição profunda. Barulho e confusão estão ligados ao sangue e a emoções fortes nesta cor, algo que me recorda ondas e tempestade.
O azul claro da faixa do meio é a cor mais luminosa da pintura e talvez a menos sensacionalista. Considerando o quadro como um todo, esta contraste com as outras duas cores e pode compensar o tom melancólico prevalecente. Esta faixa de cor pode evocar o reflexo do mar, a superfície do oceano.
O cinzento-azulado remete para o fundo do mar e a sua pureza. O silêncio reina neste mundo de mistérios e cavernas submersas sem fim. É aqui que está a base de todo o oceano, é aqui que está a origem. Tudo o resto se deixa influenciar por esta cor.
Considerando a pintura como um todo, não deixo de reiterar que isto é um organismo vivo que nos quer puxar para dentro dele para viver no seu mundo. Tal como um oceano nos engole se nos aproximarmos, esta pintura exige a nossa atenção quando a vemos.

O poema aborda todos estes temas respectivamente:
“Though there be fury on the waves.."
“The earth has guilt, the earth has care,
Unquiet are its graves---“

Estas passagens fazem parte do humano e das emoções fortes, tal como as ondas e as tempestades num oceano vermelho-acastanhado.

“The Ocean has its silent caves,
Deep, quiet, and alone”….
“The ocean solitudes are blest,
For there is purity”….

Estes versos evocam o fundo do mar, o seu mistério.
Tanto o leitor do poema como o espectador do quadro são convidados a uma experiência de interioridade, através da imagem do mergulho no oceano.

Bibliografia

James E. B. Breslin, Mark Rothko A Biography.





Lourenço Motta Veiga,  Nº51037



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Análise de Texto_excerto

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"Can art have a history? We think about art as being timeless, the 'beauty' of its appearance having meaning, significance, and appeal to humankind across the ages. At least this usually applies to our ideas about 'high', or fine art, in other words painting and sculpture. This kind of visual material can have an autonomous existence—we can enjoy looking at it for its own sake, independent of any knowledge of its context, although of course viewers from different periods or cultures may see the same object in contrasting ways."
Arnold, Dana. “What Is Art History?”. Art History. A Very Short Introduction. New Delhi: Oxford UP, 2006 [2004]. 1-28: 1.

Estas são as palavras iniciais da obra Art History, da autoria de Dana Arnold. Comente o excerto, tendo em conta as ideias desenvolvidas no resto do primeiro capítulo e ainda os movimentos artísticos por nós até agora [o deítico refere-se à data de entrega do vosso trabalho] estudados. Fundamente a sua interpretação com exemplos da história de arte dos EUA e, se considerar relevante, relacione o excerto com outros textos teóricos por nós analisados.


O trabalho deverá ser enviado por email (artenorteamericana.flul@gmail.com), até ao dia 17 de novembro [não são aceites trabalhos entregues depois desta data], tendo, no máximo 2 páginas, em Times New Roman, letra 12, espaço e meio (sem alterar as margens apresentadas no Word, de modo a que vos possa dar feedback usando o sistema de ‘Track Changes’). A bibliografia e as citações deverão obedecer ao sistema MLA (que podem consultar aqui). 
O texto vai ser avaliado não só pela correção formal, como, sobretudo, pela argumentação clara, pela relevância dos raciocínios apresentados e ainda pela capacidade de relacionar a componente teórica com a história de arte estado-unidense, tendo em conta tanto o contexto sócio-político e cultural como a produção visual dos artistas considerados.  
Há vários sites online que apresentam estratégias de escrita deste tipo de texto (para um resumo, vão aqui). 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Jacob Riis e Judith Ortiz Cof

Jacob Riss, Organized Charity. Sweeping back the ocean. A girl on a beach with a broom, "sweeping" the surf. c. 1890.

Jacob August Riis (May 3, 1849 – May 26, 1914) Ribe, 1849-Barre, 1914) Fotógrafo norte-americano de origem dinamarquesa. Trabalhou como repórter de New York Tribune e Evening Sun. Pioneiro de fotografia sócio-documental. Famoso pelos seus trabalhos sobre os slums de Nova Iorque e sobre o trabalho infantil. Riss foi o primeiro fotógrafo a adaptar o flash para o uso no interior dos edifícios. Em 1889, publicou o livro com os seus trabalhos How the Other Half Lives inteiramente dedicado a camadas mais pobres da cidade.


"The Other"
A sloe-eyed dark woman shadows me.
In the morning she sings
Spanish love songs in a high
falsetto, filling my shower stall
with echoes.
She is by my side
in front of the mirror as I slip
into my tailored skirt and she
into her red cotton dress.
she shakes out her black mane as I
run a comb through my closely cropped cap.
Her mouth is like a red bull's eye
daring me.
Everywhere I go I must
make room for her; she crowds me
in elevators where others wonder
at all the space I need.
At night her weight tips my bed, and
it is her wild dreams that run rampant
through my head exhausting me. Her heartbeats,
like dozens of spiders carrying the poison
of her restlessness,
drag their countless legs
over my bare flesh.
Judith Ortiz Cofer
From Here is My Kingdom, edited by Charles Sullivan. New York: Harry N. Abrams, 1994.

Judith Ortiz Cofer (24 de Fevereiro de 1952) é uma escritora e poetisa norte-americana de origem porto-riquenha. O principal foco dos seus trabalhos reside na exploração do processo de assimilação entre a comunidade hispânica e a cultura norte-americana. 

Relação entre o poema e a obra
«Eu estou entre dois mundos que não se compreendem e nem sequer são capazes de se ouvir um ao outro. Criar pontes entre estes dois mundos é uma tarefa de Sísifo.»  
Anim Maalouf
Dedico esta carta ao “outro” que vive dentro de mim, e que me tem acompanhado desde sempre.
Não sei ao certo quando é que me deparei com a tua figura, nem me lembro se estranhei a tua presença. Sabia apenas que vivias dentro de mim, como uma espécie de magia negra, sombra que outrora ocupava o meu lugar.
 Tu sorrias e cuidadosamente tecias o meu mundo. O mundo composto por fragmentos que jamais ganharão uma forma. O teu silêncio deixa-me confortável, é como se tu estivesses para além do tempo no sossego da escuridão. Convivemos numa misteriosa relação condenada à eterna coexistência com o desconhecido. Tu que és eu, e eu que sou tu, de onde vens, onde nasceste, a tua língua é a língua dos “outros”? Se os “outros” sou eu, então de onde vens tu? A língua tua tão distante que quase me é desconhecida...
As pessoas têm dois nascimentos, o dia em que a pessoa nasce fisicamente, e o dia em qua ganha a consciência. O segundo marca o início de um indivíduo e a sua relação com o Mundo. Mas o que é a consciência, de que é composta? Será que é uma vertente da identidade pessoal ou apenas a concepção das coisas que nos rodeiam? Vivemos num mundo cada vez mais global, mas o problema da identidade permanece estável na sociedade pela incrível influência que tem sobre as culturas e mentalidades. 

Bibliografia
Maalouf, Amin  
 2009    As Identidades Assassinas. Sociedade em Debate. Lisboa: Difel
ORVELL, Miles
2003    American Photography. New York: Oxford UP
POHL, Francis K. FramingAmerica: A Social History of American Art.
2012     New York: Thames & Hudson.
SULLIVAN, Charles
1994    Here is My Kingdom. New York: Harry N. Abrams.
Sites consultados 
http://collections.mcny.org/Collection/Organized-Charity.-Sweeping-back-the-ocean.-2F3XC582X3YU.html
http://www.poetryfoundation.org/bio/judith-ortiz-cofer
http://quod.lib.umich.edu/p/postid/pid9999.0003.104/--ethnicity-feminism-and-semantic-shifts-in-the-work-of-judith?rgn=main;view=fulltext
Darya Plemeshova nº8961

terça-feira, 3 de novembro de 2015

TRUE TALES

TRUE TALES
OR
EXPENSIVE TITLE

Venho partilhar convosco um trabalho do meu amigo e artista Freddy Roldán Rivero,

Este trabalho, feito para um projecto de design, no âmbito de Useless/Use Less, vem chamar a atenção para o consumo cego que se tem vindo a tornar na religião dos dias de hoje. Aqui o artista questiona "para que servem as marcas, se aquilo que nos interessa é utilidade do produto?".

O vídeo é a documentação de uma performance ao vivo em que quatro seres de expressão inerte, sentados a uma mesa com copos e pratos vazios,  são bombardeados violentamente com logos de várias marcas. O consumo cego aqui representado é experienciado pelo próprio espectador, através do contraste entre os flashes de luz que acompanham os logos e que iluminam os pratos, os copos, e expressões vazias e a escuridão que estes interrompem. A cruz simboliza a nova religião que é o consumo.

Caso seja de vosso interesse, convido-vos a visitar o portfólio do artista.

Inês Furtado

American Gothic - Saturday Night Live Sketch

Olá Colegas e Professora,

Partilho aqui no blogue uma rábula do Saturday Night Live que parodia o quadro American Gothic, de Grant Wood, que estudámos na passada aula.
Os actores recriam um "Making Of" do icónico quadro, no qual encarnam as personagens do mesmo fazendo diversas poses, sendo que nenhuma agrada ao narrador - o pintor Grant Wood.

Espero que gostem e se riam um bocadinho, até mais logo.

Raul Barbosa

domingo, 1 de novembro de 2015

Walker Evans e Charles Simic

Walker Evans, Couple at Coney Island, N.Y. (1928)
© Walker Evans Archive, The Metropolitan Museum of Art



Couple at Coney Island

It was early one Sunday morning,
So we put on our best rags
And went for a stroll along the boardwalk
Till we came to a kind of palace
With turrets and pennants flying.
It made me think of a wedding cake
In the window of a fancy bakery shop.

I was warm, so I took my jacket off
And put my arm round your waist
And drew you closer to me
While you leaned your head on my shoulder.
Anyone could see we'd made love
The night before and were still giddy on our feet.
We looked naked in our clothes

Staring at the red and white pennants
Whipped by the sea wind.
The rides and shooting galleries
With their ducks marching in line
Still boarded up and padlocked.
No one around yet to take our first dime.

(poema de Charles Simic)



Walker Evans
Walker Evans (1903-1975) fotografou durante seis décadas. Da sua enorme paixão pela literatura moderna Inglesa e Francesa, aprende uma forma extra-sensível de observação social, assim como técnicas específicas para captar a essência do detalhe e para revelar ironias e paralelos de determinadas cenas. Em 1928, entrega-se ao seu hobby de infância: a fotografia.
Durante cerca de 60 anos, a fotografia de Evans procurava a captar a essência da vida americana: as pessoas e o seu quotidiano, o que vestiam, o interior e exterior das suas casas, o crescimento e o progresso das cidades. As suas fotografias caracterizam-se por serem “straight photography” não só na técnica, mas também na objectividade rigorosa da sua forma de olhar, sendo consideradas como documentos sociais. O poder do trabalho de Evans reside no facto de que ele detalha tão bem os efeitos das circunstâncias nos seus modelos que o rosto, a casa ou a rua representam a força de milhares de rostos, de casas e de ruas. Desta forma, a fotografia de Walker Evans muda a forma como os Americanos encaram não só a fotografia, mas também o seu próprio país.


( Aconselho a visualização deste vídeo para conhecerem um pouco mais sobre a fotografia de Walker Evans)


Charles Simic
Charles Simic (8 de maio de 1938) é um poeta sérvio-americano. Cresce em Belgrado (Sérvia), no decorrer da Segunda Guerra Mundial, o que iria influenciar grandemente a sua poesia. Em 1954 emigra com a família para os Estados Unidos, e aos 21 anos, inicia o seu percurso literário. Desde a publicação da sua primeira colectânea poética (What The Grass Says, 1967) publicou mais de sessenta livros (poesia, prosa e traduções) e recebeu vários prémios, entre eles o Prémio Pulitzer de 1990. Em 2007 é nomeado o 15º Poet Laureate e actualmente é professor na Universidade de New Hampshire.
A sua poesia desafia a linha que divide o ordinário do extraordinário, conferindo consistência e substância a objectos do quotidiano. A imaginação de Charles Simic é deslumbrante e incomum; ele lida com a linguagem com a habilidade de um mestre-artesão, mas mantendo a sua poesia acessível e altamente organizada.
O poema que escolhi para análise insere-se na sua colectânea poética intitulada Night Picnic (2001).

Intertextualidade
Quanto à ponte intertextual, estabeleço-a através da objectividade na representação: Evans pela abordagem directa no registo fotográfico (“straight photography”), retratando a sociedade americana numa determinada época através de símbolos, e Simic pela construção narrativa objectiva, com linguagem simples e sem recurso a artifícios estilísticos. Não obstante o seu carácter objectivo (“straightforward”), o poema funciona como uma écfrase da fotografia de Evans, devolvendo às figuras representadas a sua individualidade e conferindo-lhes uma história, sensações e sentimentos.



Patrícia Silva, nº41166
Apresentação 3 de novembro de 2015.






Bibliografia:

CRUMP, James. Walker Evans : decade by decade. Cincinnati, Cincinnati Art Museum: 2010
EVANS, Walker. Walker Evans : american photographs. New York, The Museum of Modern Art: 1988
CARTIER-BRESSON, Henri. Henri Cartier-Bresson, Walker Evans : photographing America, 1929-1947. London, New York, Thames & Hudson: 2009
ROSEINHEIM, Jeff L. Unclassified: A Walker Evans Anthology. Zurich; Berlin; New York; Scalo. The Metropolitan Museum of Art: 2000.



Sites Consultados: