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segunda-feira, 28 de maio de 2018

'Her Body and Other Parties'_Carmen Maria Machado



Embora esta cadeira se foque em artes visuais, a proposta interdisciplinar das nossas apresentações, combinada com os temas de género e corpo, fez-me lembrar a antologia de contos curtos Her Body and Other Parties, que talvez possa ser colocada em paralelo com os nossos estudos de maneira interessante.
Carmen Maria Machado é uma autora contemporânea americana, e apesar de este ser o seu primeiro livro, anteriormente ela publicou contos em periódicos de renome, como a Granta, The New York Times e The New Yorker.  Esta obra foi nomeada para o National Book Award e muitos outros prémios e tem chamado atenção mundialmente, desde a sua publicação em outubro passado.
Os contos de Carmen Maria Machado são firmemente enraizados nas ansiedades contemporâneas de feminilidade; contudo, apesar de muitas vezes as narrativas serem situadas num mundo muito parecido com o nosso, a autora hiperboliza diversas características dos ambientes retratados, usando a ambiguidade como uma ferramenta para construir os seus próprios universos. O resultado é uma fusão de elementos distópicos e fantásticas, numa espécie de realismo mágico, com elementos de ficção científica.
O corpo é uma constante que junta todos os contos. Carmen Maria Machado trata-o em várias manifestações — do corpo queer, ao corpo maternal (estes dois são combinados no conto “Mothers”), passando pela preocupação com o corpo ideal, ou pelo corpo como espaço traumático. Particularmente no conto “Eight Bites”, podemos ler a representação do corpo como uma massa externa em paralelo com as esculturas de Louise Bourgeois: não posso dizer mais sem fazer um spoiler, por isso convido-vos a ler o livro para poderem tirar as vossas próprias conclusões!
Recomendo mesmo que comprem o livro, uma das melhores coisas que li nos últimos anos (só comparável a The Bloody Chamber, de Angela Carter), mas se quiserem começar por espreitar, há alguns contos disponíveis online, incluindo “Eight Bites”, “The Husband Stitch”, “Especially Heinous” e “Mothers”.

Eleanor Weinel

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Exposição: "The Happy Show", de Stefan Sagmeister


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Até ao dia 4 de junho de 2018, aconselho a visitarem o “The Happy Show”, de Stefan Sagmeister, no MAAT em Lisboa. A exposição centra-se no conceito de felicidade, de uma forma provocatória, e aborda temas como a cultura de consumo, os mitos, tendências e estereótipos contemporâneos, tudo apoiado por conclusões de psicólogos e antropólogos.  Sagmeister levanta, pois, uma série de questões, tais como: O que é a felicidade? Como a encontrar? E o que fazemos realmente para ser felizes?

"The Happy Show” resulta de uma intensa pesquisa de mais de dez anos sobre o conceito de felicidade, e recorre ao vídeo, a infografias, a esculturas e a instalações interativas, cheias de humor provocatório.
Stefan Sagmeister é um reconhecido designer internacional, e nesta exposição utiliza um design gráfico extremamente emocional para se ligar aos visitantes, complexificando as fronteiras entre o design e a arte, a ciência e a cultura quotidiana, e transgredindo as barreiras entre estes conceitos.
A exposição é organizada por Claudia Gould (ex-diretora do Institute of Contemporany Art, da University of Pennsylvania, conhecido como ICA, e atual diretora da Helen Goldsmith Menschel no Jewish Museum, em Nova Iorque) e coordenada pelo principal curador do ICA, Anthony Elms.
Mais informações

Rute Ventura nº146116

sábado, 17 de março de 2018

Elementos sensoriais em "The Tell Tale Heart", E. A. Poe

Boa tarde a todos!

Venho aqui propor, a quem tiver interesse, uma actividade diferente. Há uns anos atrás, um grande senhor mostrou-me pela primeira vez um conto chamado "The Tell Tale Heart" (1843), escrita pelo inigualável Edgar Allan Poe (1809-1849). Sem qualquer tipo de expectativa, vi-me completamente submersa na leitura deste texto e fiquei assoberbada com as complexas e engenhosas construções que nesta obra fornecem uma constante descrição de elementos que apelam aos sentidos do leitor o que, no meu caso, teve um grande impacto psicológico e físico.

O exercício que vos proponho é precisamente o que me foi proposto a mim. Devem começar por fazer uma leitura atenta do texto e, enquanto este ainda se encontra bem presente na vossa memória, proceder ao visionamento de um vídeo (de Annette Jung, 2006) que apresenta o texto narrado e ilustrado sob forma de  animação. A abordagem de Jung é, na minha opinião, uma boa interpretação do texto original e acrescenta à leitura do mesmo, dando corpo aos muitos elementos sensoriais que o texto nos oferece. O objectivo deste exercício é explorar a ligação entre o verbal e o visual, pondo em evidência a importância das sugestões sensoriais do texto.

Podem aceder ao texto através do seguinte link. O vídeo que vos sugiro segue abaixo.



Se alguém quiser partilhar, teria imenso gosto em saber a vossa opinião sobre o exercício e as eventuais conclusões tiradas.

Bom fim-de-semana a todos!

Referências
Poe, Edgar Allan. “The Tell Tale Heart.” IN The Fall of the House of Usher and Other Tales. Broadway, New York: Signet Classic, 1980. 173-178. Print.

Jung, Annette. The Tell Tale Heart. 2006, https://www.youtube.com/watch?v=wDLLHTdVSgU&t=23s, Acedido a 17 de Março de 2018.

"The Tell-Tale Heart By Edgar Allan Poe". American Studies At The University Of Virginia, http://xroads.virginia.edu/~hyper/poe/telltale.html, Acedido a 17 de Março de 2018.

Cristiana Isabel Joaquim Correia (52300)

The Last Portrait/ O Último Retrato

Boa tarde colegas de Arte Norte Americana.
Venho por este meio informar-vos que está nos cinemas um filme sobre o pintor suíço-italiano Alberto Gicometti sobre a sua última obra em vida, um retrato do crítico e biógrafo americano James Lord.





"França, 1964. Quando o famoso pintor suíço Alberto Giacometti se cruza com o crítico norte-americano James Lord, seu amigo, propõe-lhe que pose para um quadro seu. Compreendendo o alcance e o privilégio de tal proposta, Lord aceita. Mas, devido à indisciplina, falta de organização e inspiração de Giacometti, o que parecia ser um trabalho de apenas alguns dias depressa se prolonga por várias semanas. Com o passar do tempo, os dois vão criando laços mais profundos, com Lord a ver nascer, no meio de tanta frustração e caos, uma obra-prima…Estreado no Festival de Cinema de Berlim, um filme baseado na amizade real entre Giacometti e Lord, com argumento e realização de Stanley Tucci. Os actores Geoffrey Rush, Armie Hammer, Clémence Poésy, Tony Shalhoub, James Faulkner e Sylvie Testud dão vida às personagens."  PÚBLICO 

Para escolherem um horário do vosso agrado deixo-vos aqui o site do cinecartaz e o trailer do filme.

- Sofia Paulo