Cindy Sherman, Untitled Film Still #48, 1979. Gelatin silver print, 8 x 10 inches (20.3 x 25.4 cm)
"Untitled"
Mary Jo Bang
The story is written, the slip of a girl is loosed
And her life folds over. Against the cold, the waiting
For the what will happen. The next. Wonderful
Awful. The blonde in a chemical bath.
The story keeps on being written
As a woman who waits for never to happen
As an empty wall waits for light to form a bridge
And under it, a mass of open eyes,
Waiting for the awful eventual. Now?
And yes is what is said. Then here it is, the box
We live in where the crazy face of the day looks back
At the closed eye of the night looking in.
A boy of four comes in as an example
Of where the door of life is left open for a moment.
Time tumbles hour after hour until it's morning again.
Some glass is for looking through, some is for seeing back.
Every outline is a cage one way or another.
Mary Jo Bang, "Untitled" from Elegy. Copyright © 2007 by Mary Jo Bang. Reprinted by permission of Graywolf Press.
Source: Elegy (Graywolf Press, 2007)
Cindy Sherman nasceu a 19 de Janeiro de 1954, em Glen Ridge, Nova Jérsia. Começou por aprender pintura na Universidade Estatal de Nova Iorque, e mais tarde, em 1970, trocou a pintura pela fotografia. Foi uma das figuras mais importantes da "Picture Generation" (1974-1984), e insere-se também nos movimentos do pós-modernismo e da arte conceptual.
Sherman criou a série Untitled Film Stills (1977-1980), composta por 69 fotografias a preto e branco. Nessas fotografias, ela posa como uma série de personagens fictícias, retratadas como se fossem cartazes para a promoção de filmes de Hollywood. Utilizando apenas aquilo que tinha no seu armário, desde roupas vintage a perucas e maquilhagem, a artista transformou-se em diferentes personas.
Mary Jo Bang nasceu a 22 de Outubro de 1946, em Waynesville, Missouri, tendo a sua poesia sido elogiada pela energia linguística, pelas imagens subtis e pela técnica inovadora. A artista explora preocupações filosóficas pós-modernas e é frequentemente apresentada como uma pioneira da poesia "híbrida". No início da carreira, estabelece uma série de diálogos poéticos com as artes visuais.
A fotografia e o poema
Tanto a fotografia como o poema abordam o suspense e a espera, sugerindo uma narrativa implícita que cabe ao espetador recriar.
Quais são os clichés que Sherman representa nas suas fotografias?
Se isto fosse uma fotografia real, como mudaria a vossa interpretação dela?
Como é que os trabalhos de Cindy Sherman comentam Hollywood e a representação das mulheres em geral?
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Bibliografia
Bruna Brissos
Rodrigo Melo
Sofia Paulo