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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Who the #$%# is Jackson Pollock ?

No âmbito da aula que vamos ter sobre o pintor Jackson Pollock, quero apresentar-vos os materiais que pesquisei e outros do qual tive conhecimento noutras disciplinas do curso e que julgo serem pertinentes.
Estas duas hiperligações (a primeira é o documentário e a segunda é uma sinopse do mesmo) apresentam uma discussão à volta do reconhecimento de uma obra como sendo do pintor Jackson Pollock.  
Fonte

O documentário aborda o funcionamento do mundo da arte e faz uma crítica implícita aos seus procedimentos, em particular quanto ao reconhecimento da autoria das obras de arte, em que surge também o velho antagonismo entre arte e ciência e a oposição entre classes sociais.

Aconselho também a acederem a esta hiperligação que remete para uma crítica do documentário acima referido. Apesar de o texto começar com linguagem vernácula, o seu conteúdo contribui para uma análise mais detalhada da obra do artista.
Mas tanta polémica porquê? Afinal, quem era Jackson Pollock? Qual a importância das suas obras? Descubram nesta hiperligação.

(este post estava agendado para dia 18, no entanto, devido a um erro meu não chegou a ser postado.)

Bruna Brissos nº 148801

terça-feira, 17 de abril de 2018

Jackson Pollock & Alexander Search





Jackson Pollock, Alchemy (1974).
Oil, aluminum, alkyd enamel paint with sand, pebbles, fibers and wood on commercially printed fabric, 114.6 x 221.3 cm (1947) Solomon R. Guggenheim Museum, New York.

Perfeição, Alexander Search

“Vejo a Perfeição em sonhos ardentes,

Beleza divina aos sentidos ligada,

Cantando ao ouvido em voz olvidada

Que do peito irrompe em raios candentes”


(...)

Jackson Pollock nasceu em 1912, no Wyoming, e as suas obras inserem-se no movimento do Expressionismo Abstrato, também conhecido como The New York School, denominação que procurava  criar uma distinção da escola abstrata parisiense, surgida depois da Segunda Guerra Mundial. O Expressionismo Abstrato contribuiu para afirmar Nova Iorque como o novo centro artístico.

Pollock é conhecido pelo seu estilo de action painting, técnica com que procurava transmitir o inconsciente, tendo declarado: “I want to express my feelings rather than illustrate them”. Neste intuito, o artista executa Alchemy com impulsividade para procurar captar a intensidade da sua paisagem emocional. A própria dimensão da obra leva o observador a mergulhar num mundo de emoção e energia.

Alexander Search foi o primeiro dos vários heterónimos de Fernando Pessoa, criado quando o poeta ainda estudava na África do Sul, em 1899. A primeira estrofe do poema “Perfeição” de Alexander Search “Vejo a Perfeição em sonhos ardentes, / Beleza divina aos sentidos ligada, / Cantando ao ouvido em voz olvidada / Que do peito irrompe em raios candentes”poderá, pois, equivaler a uma possível descrição das intenções que animavam Pollock quando pintou este quadro, procurando transmitir uma mensagem oriunda de uma dimensão inconsciente.

Para os mais curiosos, deixamos um vídeo que mostra Jackson Pollock a trabalhar nas suas obras.

Ana Marques, 148767
Filipa Rodrigues, 145912
Jéssica Oliveira, 145636

quinta-feira, 29 de março de 2018

Jackson Pollock e o Expressionismo Abstrato

Boa tarde colegas, neste post irei falar sobre Jackson Pollock, já que este será um dos autores que estudaremos nas aulas de Arte Norte-Americana.

Jackson Pollock (1912-1956) foi uma das figuras mais relevantes do Expressionismo Abstrato, um movimento artístico com origem nos Estados Unidos que teve o seu auge após a Segunda Guerra Mundial. O Expressionismo Abstrato combinou a grande intensidade emocional do expressionismo alemão com técnicas herdadas de algumas vanguardas artísticas europeias, como o surrealismo, o futurismo e o cubismo. A propósito do caráter experimental da arte do séc. XX, cito E. H. Gombrich: Se existe algo que marca o século XX é justamente a liberdade de experimentação com toda a espécie de ideias e meios” (fonte?).

Colocando Nova Iorque em foco no panorama artístico internacional, este estilo (também conhecido como New York School) apresentou-se como a primeira arte genuinamente americana, e, tendo grande aceitação crítica, começou a ser apoiado pelas galerias logo na década de 1940.

Para abordar a pintura de Pollock, é essencial considerarmos não só o contexto histórico do pós-guerra, como também a crescente importância da psicanálise e do reconhecimento do trauma. De facto, Pollock, procurou na arte uma “renovação” psicológica, através do desenvolvimento de uma nova linguagem pictórica, fazendo do ato de pintar uma performance em que o processo criativo se confunde com o resultado: “Eu sinto-me mais perto, mais uma parte da pintura”, declara o pintor (fonte?).
O artista não pretendia transmitir uma mensagem codificada, antes convidando o espetador a uma leitura sensorial para  decifrar as mensagens  subliminares das telas. Estas experiências eram, portanto, de natureza muito subjetiva.
De facto, nestas pinturas de grandes dimensões Pollock, que pinta no chão, abandonando a verticalidade secular do cavalete (vejam as duas fotografias abaixo), usa toda a superfície sem estabelecer uma hierarquia entre os elementos representados. Assim, o artista incita o espectador a uma observação imersiva.

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Beatriz Ferreira, nº146074